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Ao pensar no Outubro Rosa, dirija o seu pensamento para as pessoas importantes da sua vida. Certamente você vai pensar na sua mãe, na sua filha, na sua esposa, na sua irmã e por aí vai. Grande parte das pessoas mais importantes da nossa vida, são mulheres.

E vocês mulheres, observem o quanto vocês são importantes para sua família, para os seus amigos e para a sociedade em geral.

Então, a campanha do outubro Rosa é tão importante e necessária porque ela se preocupa com a saúde e o bem estar das mulheres, em particular no que se refere ao câncer de mama.

Mas, apesar do câncer de mama não afetar apenas as pessoas do sexo feminino, geralmente 99% dos casos ocorrem nas mulheres. De acordo com pesquisas, todo ano 60 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama no Brasil. Isso equivale a 29% dos casos de câncer feminino diagnosticados anualmente.

O que é o Outubro Rosa?

Outubro Rosa é uma campanha anual que acontece em diversos países, inclusive o Brasil. A sua finalidade é alertar toda a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além disso, promove o compartilhamento de informações para fortalecer nas pessoas a conscientização sobre a doença.

Campanha de prevenção ao câncer de mama

E assim, durante o mês de outubro, várias instituições falam sobre o câncer de mama para encorajar as mulheres a realizarem seus exames. Essas inciativas são muito importantes para a prevenção pois, nos estágios iniciais a doença é silenciosa, não apresenta sintomas. O Outubro Rosa, através do seu trabalho de conscientização têm contribuído muito no sentido de estabelecer novos hábitos e cuidados entre as mulheres.

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A história do surgimento do Outubro Rosa

A campanha surgiu no início do ano de 1990, na cidade de Nova Iorque em um evento chamado “Corrida pela cura”. Esse evento tinha como proposito arrecadar fundos para a pesquisa voltada para o câncer de mama, realizada pela instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation.

No início, o evento acontecia sem o envolvimento de instituições públicas ou privadas. Mas, na medida em que foi crescendo, outubro foi instituído como o mês de conscientização nacional do câncer de mama nos Estados Unidos, e o Outubro Rosa logo se espalhou pelo mundo.

No Brasil, o primeiro evento do Outubro Rosa ocorreu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo. Com a iluminação cor-de-rosa do Obelisco Mausoléu ao Soldado constitucionalista. Mas, foi a partir de 2008 iniciativas iguais a essa se tornaram cada vez mais frequentes. Além de campanhas em diversas mídias, várias entidades ligadas ao câncer passaram a iluminar prédios e monumentos, transmitindo a mensagem: a prevenção é necessária.

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Aumento do câncer de mama em mulheres mais jovens

Apesar de existir uma maior incidência entre as mulheres com mais de 50 anos, o surgimento do câncer mama tem aumentado entre as mulheres mais jovens. Atualmente, no Brasil entre 4% e 5% da incidência tem acontecido em mulheres com menos de 35 anos. Isso é preocupante tendo em vista que historicamente a taxa nessa faixa etária é de 2%.

Dessa forma, preciso conscientizar as mulheres mais jovens sobre o câncer de mama. Uma boa alternativa é envolvê-las com os temas e informações do Outubro Rosa.

Como detectar precocemente

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais em grande parte dos casos. Ao ser detectado precocemente, aumenta-se a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias.

Todas as mulheres, devem ser estimuladas a conhecer seu corpo. Isso as leva a saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Então, é importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano). Não é preciso uma técnica específica. O importante é ficarem atentas e valorizarem a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Assim, em caso de permanecerem as alterações, elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

Além das ações acima, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. 

Uma boa notícia para a prevenção precoce do câncer de mama

Em março de 2020 sancionou-se a Lei 13.980, de 2020, que garante o acesso à ultrassonografia mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de permitir o diagnóstico precoce do câncer de mama para ajudar a combater a doença.

A mamografia é o principal exame usado para diagnosticar o câncer de mama. Só que nem sempre ela é suficiente para visualizar as alterações no órgão, como pode acontecer em mulheres que têm o tecido denso. Então, nessas situações, é essencial lançar mão da ultrassonografia que é capaz de diagnosticar casos de câncer de mama assintomáticos, mas não identificados por meio de mamografia em mulheres jovens, com alta densidade mamária.

Sinais e sintomas

O Instituto Nacional do Câncer observa que o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando   presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.

Prevenção

Pelo fato de não existir uma causa específica para o câncer de mama, os especialistas apontam alguns fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento dessa doença.

Os principais são:

  • Idade – mulheres acima dos 50 anos correm mais risco;
  • Histórico familiar (parentes que já tiveram a doença);
  • • Não ter filhos ou ter depois dos 30 anos;
  • Elevado consumo de álcool;
  • Excesso de peso (gordura na região abdominal);
  • Falta de exercícios físicos;
  • Ciclo menstrual: mulheres que começaram a menstruar cedo (antes dos 12 anos) ou que entraram na menopausa após os 55 anos têm risco ligeiramente maior de ter câncer de mama.

A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.

De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.

Encontre redes de apoio

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – FEMAMA oferece informações úteis para quem foi diagnosticado com câncer de mama e precisa se tratar o material a seguir foi produzido por ela:

Se você foi diagnosticado com câncer, busque redes de apoio e não desanime. Quanto mais cedo começar o tratamento, maior a chance de você voltar para a vida normal e superar esse momento de dificuldade. Descubra abaixo como você pode ter um tratamento 100% gratuito através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Tratamento pelo SUS

O câncer possui diversas formas de tratamento, sendo as mais básicas: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea. Em vista disso, é muito comum que essas técnicas sejam usadas em conjunto na intervenção das neoplasias malignas, de acordo com a importância de cada uma e a ordem de sua indicação. 

Tendo em vista o fato do diagnóstico e desses tratamentos exigirem um alto investimento monetário, muitas pessoas procuram o Serviço Único de Saúde (SUS). É importante ressaltar que o paciente não precisa pagar nada para ser atendido pelos serviços de saúde pública. Por essa razão, é direito de qualquer pessoa que utiliza o SUS ter acesso ao atendimento vitalício, desde o diagnóstico, passando pelo estadiamento e pelo tratamento, além de exames e medicamentos garantidos pelo governo. Cerca de 75% da população utiliza o SUS como única forma de acesso à saúde.

Por onde começar 

Aqueles que já possuem o diagnóstico por terem realizado os exames e consultas prévias arcando com os seus custos, ou pagando por um plano de saúde do qual já não fazem mais parte, e outros que ainda não o possuem, precisam procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

Quem já possui exames deve levá-los, e quem não os possui pode realizá-los no local, via agendamento prévio. Se houver a suspeita ou identificação da doença, o paciente é encaminhado para um Ambulatório de Especialidades. Lá são realizados outros exames, para a compreensão do estágio do câncer ou confirmação diagnóstica. Nesse momento, o paciente não aguarda na fila comum, mas sim em uma fila regulada pela secretaria de saúde do município, com atendimento prioritário.

Então, se diagnóstico for confirmado, o SUS tem, por lei, até 60 dias para o início do tratamento em centros de tratamento oncológico.

A realização do tratamento

Segundo a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Portaria 874/2013), o paciente tem direito ao cuidado integral de maneira regionalizada e descentralizada. Desse modo, o tratamento do câncer é realizado em estabelecimentos de saúde habilitados como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) ou Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Hoje, o Brasil possui 288 unidades e centros de assistência habilitados para atender o paciente com a doença. Em todos os estados brasileiros existe, no mínimo, um hospital com expertise em oncologia para realizar desde exames até cirurgias mais complexas.

São as secretarias estaduais e municipais de saúde as responsáveis por organizar o atendimento dos pacientes. Sendo assim, é o papel delas encaminhar os pacientes para hospitais com vagas disponíveis.

Saiba onde ficam os estabelecimentos hospitalares do seu estado.

Outras possibilidades

Além disso, a pessoa ainda pode ser encaminhada para um centro de excelência, como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, ou o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), que também são de alta complexidade em oncologia.

Para se tratar nestes locais, é preciso ter passado por unidades de saúde de atenção básica (posto de saúde, ambulatório) e/ou de média complexidade (clínica especializada, hospital) onde tenha recebido o diagnóstico de câncer. Ou seja, é necessário ter sido indicado por uma unidade integrante do sistema de referências do centro, com autorização para encaminhar pacientes para ele.

Já residentes de outros estados passam pelo encaminhamento das secretarias municipais de saúde e/ou secretarias estaduais de saúde para se cadastrarem na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). Assim, na sequência têm seus pedidos de agendamento avaliados.

Os sistemas de regulação citados são responsáveis por gerenciar as vagas disponíveis e definir onde será feito o atendimento. Para tal, seguem critérios como proximidade com a residência do paciente e complexidade do caso. É importante ressaltar que nem sempre haverá vaga em um estabelecimento próximo ao paciente, sendo necessário que ele se desloque.

Após apresentar os exames específicos que comprovem o câncer, o paciente tem seu cadastro submetido no sistema e passa por uma nova triagem, para determinar se ele realmente precisa ser tratado no local. Aí, então, o paciente começa a espera por uma vaga para os tratamentos.

Garanta seus direitos

Caso ocorra qualquer problema no atendimento, o paciente pode reivindicar seus direitos entrando em contato com a secretaria municipal de saúde, órgão responsável pela elaboração da política de saúde adotada em cada cidade.

Também pode prestar a queixa por meio da Ouvidoria-Geral do SUS. O contato com a mesma deve ser feito via formulário web ou pelo número 136.

Então, depois de tudo que lemos, é hora de participar. Vamos dar o nosso total apoio ao Outubro Rosa. Vamos divulgar, informar, compartilhar.

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